Sindicatos reuniram-se com a Prefeitura do Recife, mas negociação foi frustrada
CAROLINA ALBUQUERQUE
Os servidores do Recife já têm uma data para nova paralisação: próxima quarta-feira, mais uma vez, por 24 horas. A decisão foi tomada pelos representantes dos 13 sindicatos municipais das várias categorias após uma mesa de negociação frustrada com a Secretaria de Administração do Recife, que durou cerca de quatro horas. A reivindicação é de um aumento salarial de 14,63% e dos tickets de refeição para os 25 mil servidores que compõem o quadro municipal, além da implementação do Plano de Cargos e Carreiras e Vencimentos (PCCV). Porém, a contraproposta só contemplou um reajuste de 4,76% para todos os servidores, com exceção dos professores. Na manhã de ontem, mais de 500 servidores do Recife deixaram seus postos de trabalho para se concentrarem na frente da sede da prefeitura municipal, no Bairro do Recife.
No dia 3 de março, foi apresentada a primeira pauta de reivindicações à Prefeitura. A resposta foi um aumento de 3,67%, recusada pelos sindicatos. A presidente do Sindicato dos Professores da Rede Municipal do Recife (Simpere), Andrea Batista, disse que o reajuste salarial sugerido está abaixo da inflação do período. “Todos os servidores amanheceram paralisados em protesto contra o percentual oferecido, que além de ser baixo ainda exclui os professores. Pelo menos, 300 escolas e creches não estão paralisadas”, afirmou. De acordo com ela, o percentual de adesão à greve de advertência foi de 90%.
Já o diretor do Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde do Recife, o agente de saúde Ednaiptan de Souza, quer um início de equiparação salarial dos profissionais de saúde com a classe dos médicos, enfermeiros e dentistas. “O setorial saúde exige 25%, porque os médicos tiveram um aumento de 56,76%, no ano passado. Isso seria o início de uma retratação salarial para os demais profissionais”, comentou. Mais de três mil funcionários formam o quadro do Sindicato. Atualmente, o agente de saúde recebe um salário-base de R$ 551 (fora os bônus), apenas R$ 41 a mais do que o o mínimo brasileiro.
“Até a nova data de negociação, nós decretamos estado de greve. Ou seja, a qualquer momento, nós poderemos entrar em greve. Esse foi o prazo que nós estabelecemos para a Prefeitura se pronunciar sobre as nossas reivindicações, já que em relação aos outros pontos, não foi apresentada nenhuma proposta”, disse Andrea. Das 224 escolas municipais, 26 tiveram paralisação total e 32 parcial. A Secretaria de Educação informou que as aulas serão repostas posteriormente. Já a Secretaria de Saúde não tinha ainda o número do percentual de adesão. De acordo com a Prefeitura do Recife, após a reunião, todos os funcionários concordaram em voltar às atividades até a próxima data de negociação. Em nota, a assessoria de Imprensa da Prefeitura acrescentou que “foi fechado acordo com as categorias de engenheiros, arquitetos, agrônomos, clínicos e médicos veterinários. Por fim, foram apresentadas novas propostas aos Auditores Fiscais de Renda da PCR e ao Sindicato dos Músicos”.
Nosso Objetivo
- SINDASACE - PE
- Representar perante as Autoridades Administrativas e Judiciais, na Defesa dos Direitos e dos Interesses gerais da categoria profissional de Agentes de Saúde Ambiental e Combate de Endemias, bem como os interesses individuais de seus associados.
sábado, 24 de abril de 2010
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Tecnologia no combate ao mosquito da dengue
MANAUS - O Governo do Amazonas está utilizando um smartphone em uma experiência pioneira voltada para o combate do Aedes Aegypti, mosquito transmissor da dengue. A nova arma, um Nokia Data Gathering, conta com um software específico para catalogar, processar e transmitir informações, além de GPS, que possibilita a rápida localização das áreas identificadas.
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O aparelho vem sendo testado desde o ano passado como coletor de dados entomológicos, com a finalidade de monitorar os índices de infestação do mosquito na capital. Os dados são utilizados pela Fundação de Vigilância em Saúde (FVS) para subsidiar a execução de ações apropriadas na eliminação dos criadouros de mosquito.
O NDG é usado pelos agentes de endemia da FVS para monitorar as áreas de risco de dengue, como ferros-velhos, terrenos baldios, entre outros, e na elaboração do Levantamento de Índice Rápido do Aedes Aegypti (LIRAa), que detecta os índices de infestação na cidade.
Por meio do LIRA, é possível saber quais são as áreas de concentração do mosquito e assim elaborar, com maior precisão e rapidez, o plano de eliminação dos focos.
O projeto começou a ser executado ano passado, a partir de uma parceria entre a Nokia e o Governo do Estado, por meio da FVS, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas (Fapeam) e da Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (SECT). (DO)
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O aparelho vem sendo testado desde o ano passado como coletor de dados entomológicos, com a finalidade de monitorar os índices de infestação do mosquito na capital. Os dados são utilizados pela Fundação de Vigilância em Saúde (FVS) para subsidiar a execução de ações apropriadas na eliminação dos criadouros de mosquito.
O NDG é usado pelos agentes de endemia da FVS para monitorar as áreas de risco de dengue, como ferros-velhos, terrenos baldios, entre outros, e na elaboração do Levantamento de Índice Rápido do Aedes Aegypti (LIRAa), que detecta os índices de infestação na cidade.
Por meio do LIRA, é possível saber quais são as áreas de concentração do mosquito e assim elaborar, com maior precisão e rapidez, o plano de eliminação dos focos.
O projeto começou a ser executado ano passado, a partir de uma parceria entre a Nokia e o Governo do Estado, por meio da FVS, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas (Fapeam) e da Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (SECT). (DO)
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