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segunda-feira, 8 de junho de 2009

Médicos e enfermeiros do Recife suspendem atendimento ambulatorial

Médicos e enfermeiros vinculados à Prefeitura do Recife suspendem a partir desta segunda-feira (8) o atendimento ambulatorial e nos Postos de Saúde da Família (PSF). A paralisação, por melhores condições de trabalho e reajuste salarial, foi comunicada à Secretaria Municipal de Saúde sexta-feira passada. Um ato público previsto para as 9h, em frente ao Hospital de Pediatria Helena Moura, localizado no bairro da Tamarineira, Zona Norte da cidade, abre a semana de greve dos médicos, que termina na próxima sexta-feira.

A mobilização contará com a presença do boneco João Doentão, personagem criado pela categoria médica para representar o usuário que procura atendimento nas policlínicas mantidas pela prefeitura. João Doentão enfrenta longas filas, sofre com o atraso na marcação de consultas, a demora na realização de exames, a falta de remédios e de equipamentos. Com a manifestação, os profissionais pretendem mostrar ao público as dificuldades que enfrentam no dia a dia.

A greve dos médicos foi aprovada em assembleia realizada no dia 3 último, quando a categoria avaliou e rejeitou a proposta salarial apresentada pelo município, por não contemplar profissionais que atuam em PSF e no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Na pauta de negociação, encaminhada em fevereiro, eles pedem melhoria das condições de trabalho e da acolhida à população, além da estruturação da rede.

Também reivindicam equiparação salarial com os médicos do Estado. De acordo com o Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe), os profissionais diaristas do Estado recebem R$ 3.060,00 enquanto os da prefeitura ganham R$ 1,9 mil. Plantonistas do Estado têm direito a R$ 3,8 mil (com previsão de ganhar R$ 5 mil em junho de 2010), mas os do município são remunerados com R$ 2,9 mil.

Tadeu Calheiros, diretor do Simepe, esclarece que esta não é a primeira greve desencadeada por médicos da rede municipal de saúde em 2009. Em maio último, ocorreram três paralisações de advertência, com 48 horas de duração cada, nos dias 12, 13, 20, 21, 27 e 28. Teve adesão de 90% dos médicos do PSF. O movimento, diz ele, foi uma resposta à falta de diálogo com o município.

“A prefeitura demorou a abrir o canal de negociação, mas agora estamos avançando nas discussões. Se o município apresentar uma proposta flexível para as duas partes, no início da semana, poderemos suspender a greve antes do prazo previsto”, declara Tadeu Calheiros. O sindicato espera contar com a participação de todos os médicos de PSF e dos ambulatórios.

A próxima assembleia será realizada nesta quarta-feira, às 9h, no auditório da Associação Médica de Pernambuco. Amanhã à tarde, haverá ato público na Câmara de Vereadores, Centro do Recife. Os enfermeiros decidiram parar em reunião na última sexta-feira, os técnicos de enfermagem deflagraram greve semana passada e os dentistas fazem assembléia amanhã, para avaliar contraproposta.

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